Tinha uma vírgula no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma vírgula

“O universo nunca entrega o que promete. Aliás, ele nunca prometeu nada, você é que escuta vozes.”

MARTHA MEDEIROS

Pois é, foi com esse soco na cara que eu meio que terminei meu domingo. Eu sou cheia de inventar histórias na cabeça, adoro a arte de criar expectativas e sou profissional no quesito me decepcionar com o que (não) vem.

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Crédito: Weheartit

Mas eaí, a culpa é de quem? Do universo? Destino? Dilma, me salva aí e fala que a culpa disso também é tua. (uma brincadeira pra descontrair)

Independente das manias que eu tenho na minha vida, eu presto muita atenção nos relatos que escuto por aí e sinto que o universo sempre acaba sendo o grande culpado no final do dia. Ele sequestra a mensagem que nunca chega. Diz não pra pergunta que nem foi feita. Coloca medo no momento que ainda nem foi vivido.

Tantas expectativas que não caberiam nesse texto.

Mas afinal, é como diz o trecho de uma das crônicas do novo livro da Martha Medeiros: quem é que te disse que algo foi prometido?

Nós precisamos nos desapegar desses problemas, manias, medos, sonhos irreais e conversas esperadas que criamos na cabeça.

Nesta crônica que fala sobre como tudo pode mudar no próximo segundo, é extremamente direta a mensagem: tudo o que você tem é o agora? Você quer mesmo viver de um futuro imaginário?

Acho que não.

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Crédito: Weheartit

E foi assim que eu percebi como é diário o tapa na cara que a gente leva toda vez que cria expectativas, ele não aconteceu só nesse domingo. A mensagem que fica no fim da noite é a mesma, é o que a minha psicóloga quer que eu entenda, o que a Martha Medeiros quer enfiar na cabeça dos seus leitores (por exemplo, eu).

Vamos aproveitar o hoje galera? Se nós temos uma vida só, o mínimo que nós deveríamos fazer é agradecer pelo que chegou, vai saber o que o amanhã guarda, não é mesmo?! 🙂

Enquanto ficamos achando que nossos piores inimigos estão do outro lado do computador, mal sabemos que eles residem mesmo é dentro da nossa cabeça.

E hoje, segunda-feira, eu ainda vivo de expectativas, mas garanto que um dia elas serão uma boa lição que eu vou contar no futuro (sem pressa).

Aliás, a nova obra da Martha Medeiros é o livro Simples Assim, leiam! ❤

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2 comentários em “Tinha uma vírgula no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma vírgula

  1. Ahh expectativas,sera que é impossível não criar? haha
    Jules vou te falar que hoje em dia,depois de vários tropeços estou aprendendo a diminuir minha expectativa principalmente sobre o outro,tipo não tem como a gente saber o futuro e é aquela coisa o depois nunca vai existir se a gente não colocar um foco no agora não é?

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