Stalkear is the new trap

Às vezes eu sinto que a pós-modernidade vai me matar, sabe? Cara, se fosse pra escolher um gênero pra essa aí, com certeza ela seria uma mulher sem doces no início de uma TPM.

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Crédito: Weheartit

Eu lido muito bem com o mundo consumista e estressante em que vivemos, sou uma consumista de mão cheia, me culpo por isso, tento mudar, mas é difícil, a maioria dos meus conflitos internos envolvem dinheiro. Já com o estresse eu vou dando meus pulinhos, heheh.

E nessa de lidar com um, lidar com outro, eu fico tipo: quero muito, nada faço. Sabe aquele sentimento de “nem sei por onde começar”? Às vezes fico tão assim que fico parada olhando pra parede, hahahah. Seria hilário e não fosse deprimente.

Não sei se alguém se encontra no mesmo barco que eu, mas se sim, adoraria saber, é sempre bom achar outras companhias pra remar, não? Vai que assim chega mais rápido!

E ainda desse apanhado de coisas incríveis do mundo pós-moderno, eu vivo muito em conflito com a internet. Mesmo tirando muita coisa boa dela, crio muita depressão também. Por exemplo, eu adoro ver a vida dos outros, péssimo hábito, amo ver o que tal blogueira anda fazendo, o que as Kardashians andam comendo e por aí vai… E ollha, é difícil você imaginar a vida do outro por completo, é difícil você checar aquele perfil incrível no Instagram e pensar: nossa, seria possível essa pessoa ter problemas? teria ela já vivido um dia de merda? Impossível. Custamos a acreditar que aquilo que vemos online é uma porcentagem bem pequena do produto por um todo.

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Crédito: Weheartit

Mas a vida mesmo, essa real que é composta por dias e mais dias de 24 horas, traz problemas pra todo mundo, só que quase ninguém expõe eles e essa é uma verdade que já foi dita e redita mil vezes, mas a gente põe isso na cabeça? Até parece.

Ultimamente eu ando falando com muitas pessoas sobre isso, sobre essa ânsia que nós temos em relação a vida do outro, tão mais bonita, perfeita, sem merda no meio do caminho…cara, isso não é verídico. Vocês entendem? E ainda dizem que é muito fácil acreditar nisso, nessa vida que todos têm problema, mas não é, você sabe disso, eu sei…o mundo sabe. A internet é nossa grande inimiga pra isso.

A gente custa a acreditar que o cara ali do lado, com mais grana que você, por exemplo, também passa por muita coisa foda. E a relação disso com o que eu falei ali em cima é bem isso, o dinheiro. A sociedade acha que o dinheiro é a solução dos seus problemas, que é ele que vai te livrar disso e daquilo e no fim, ainda render uma conta bonita no Facebook que mostra a vida perfeita. Mas não é isso. A lógica tá errada.

E o que eu quero dizer é que esse novo hobbie da sociedade pós-moderna de stalkear todo o resto do mundo não leva ninguém a lugar nenhum. Achar que a vida ali do lado é mais verde e tranquila é cilada, Bino. Sei que é legal e prazeroso, mas a vida alheia não vai fazer você alcançar nenhum sonho, e ganhar nenhuma grana e muito menos ser mais feliz e sim infeliz. Imaginar que o outro tem um saco de moedas maior que o seu e por isso a vida dele é perfeita é a pior mentira que esse século inventou, e parabéns, porque muita gente cai direitinho. Eu caio.

O texto foi mais um recado pra mim, mas eu sei que ao menos mais alguém se encontra na mesma posição e, por isso, resolvi espalhar a boa nova: esse barco chamado vida é o mesmo pra todos, uma hora o meu fura e tenho que remendar, uma hora o seu quebra e tem que consertar, com o vizinho ali do lado é o mexxxxmo.

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