Cicatrizes que vieram pra ficar

Nada de falar de amor, dor, sentimento, corações partidos. Vamos falar de uma cicatriz diária, dessas que a gente escolhe com tanto carinho pra marcar na pele e ter orgulho em mostrar pro mundo a obra de arte que alguém fez, mas que agora é um pedaço da nossa personalidade. 

Pra quem não sabe, eu tenho duas cicatrizes bem grandes, ambas escolhidas com muito amor. Doeram, confesso, assim como todas doem. Sejam as premeditadas ou as do acaso. Eu pensei, pensei, explorei meu interior e juntei forças pra colocar um pedacinho de mim na própria pele. Tipo inception, sabe? Toda cicatriz é assim, um rabisco de você mesmo.

Dizem que pra fazer uma tem que pensar muito pra não colocar qualquer coisa ali marcada em você, afinal, nunca mais vai sair. Só que eu não acho que seja bem assim. Tem pessoas que são tão simples, que se identificam com tantas coisas, lugares, objetos, canções…ao meu ver tempo não tem nada a ver com a cicatriz. Ela que precisa do tempo certo pra fixar em você e te completar, depois de um tempo acaba se esquecendo dela, mas sempre que olhar vai lembrar da história, do significado, de porque ela tá ali, naquele lugarzinho especial.

Eu amo minhas cicatrizes, sejam as que a vida me deu ou as que eu mesma coloquei aqui no meu corpo, de bom grado e com muita coragem. Um dia ainda serei um livro, uma longa estória feita de escritas.

Meus xodós. (=

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