Go Back and Tell Him

Ele nem sabia mais como costurar, o rasgo no peito doeu tantas vezes, sangrou de tantas maneiras, que no fim, o buraco criou raiz e sementes inseguras, depressivas e repletas de cólera nasceram ali.

Ao ouvir amigos falarem ‘isso passa’, ele nunca conseguiu se identificar, amor não se cura, muito pelo contrário, ele é incontrolável. O amor continua nos lugares frequentados a dois, nos momentos mais banais onde confessionários foram abertos e segredos revelados. O amor faz morada em objetos medíocres, tanto em uma roupa onde o cheiro do outro permanece como em um lugar no sofá onde não havia nenhum nome ou referência, mas se sabia que o espaço tinha dono.

Há dias ele não sabe como levantar da cama, enfiar um sorriso no rosto e afirmar que dói menos que as outras vezes, aliás, quantas…Dói por igual, dói mais, dói porque parece o fim, aquele ponto final que ele não queria colocar, que ao acordar ele pensa uma, duas, três vezes em transformar em uma vírgula. Por favor, que seja uma vírgula.

Amor machuca como se fosse físico, inclusive não é difícil encontrar por aí pessoas que trocariam um dedo quebrado por um coração leve. Ele trocaria.

A verdade é que ele não acredita que a cama terá outro dono, que o gosto do beijo de alguém possa ser melhor, o abraço acolhedor nunca será o mesmo. O café perdeu o gosto, os olhos vivem molhados, andar pela cidade é o mesmo que cutucar um sofrimento que não passa, às perguntas de ‘tudo bem?’, é melhor apenas ficar em silêncio. A barragem está trincada, poucos movimentos são o suficiente para fazer a água transbordar, e é através dos olhos que ela insiste em sair.

Ele não poderia dizer que perdeu a fé, mas ela chega sorrateira e inquietante na forma de tempo. E não é em horas e dias que façam a dor passar, mas sim na espera que ele volte e fique de uma vez por todas.

Ainda há tanto pra ser vivido, falado e sentido, é uma pena que não coube a você aproveitar tudo de bom que está em mim.

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Meus apegos: livros, séries & músicas

Há tempos venho quebrando a cabeça em cima de uma ideia: criar um canal no YouTube. Cheguei a pensar muito sobre isso, mas acabei desistindo por um motivo: eu amo escrever, e por agora, o meu foco não é trabalhar com vídeos. Mas assim, vocês veriam? 🙂

No mais, cá estamos nós com outra listinha incrível de motivos pra dar a volta por cima, pra ficar em casa em uma sexta-feira a noite com a Netflix, tirar do papel aquele projeto que tem tudo pra dar certo e por aí vai.

O que faz parte da autenticidade de vocês? Afinal, somos um conjunto de pensamentos, inspirações, sentimentos e atitudes – e esta bagunça é uma das características mais profundas do ser humano, e óbvio, mais turbulentas. Mesmo assim, quem não ama? Me contem!

Livros que me surpreenderam

Amor (Ex) – Mica Rocha

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Às vezes eu sou meio chata com títulos de livros, mas estou tentando ao máximo não julgar o tal pela capa. Uma amiga me apresentou a Mica Rocha no começo do ano e resolvi dar uma chance para a escritora – por mais que os títulos não me interessassemO que aconteceu depois que baixei a obra eu não esperava: acabei devorando as quatro histórias em menos de 1 semana.

Mica fala sobre relacionamentos e como deixamos que outras pessoas, atitudes e hábitos ruins decidam o rumo que nossa vida está tomando. A escrita é simples e a autora conquista sua amizade com uma facilidade incrível. Ao longo das páginas, senti que estava me tornando alguém próximo das personagens e vivi junto com elas suas angústias, problemas e alívios.

Claro que o poder dos livros, quando são bons, é de fazer você mergulhar de cabeça e se sentir parte do todo, mas falar sobre relações amorosas não é para qualquer um. O que eu quero dizer é que nem todo escritor consegue conquistar as pessoas com discursos fictícios, e esta é a categoria na qual Amor (Ex) se enquadra. Do começo ao fim, eu senti que Mica viveu tudo o que estava ali na obra. Pode ser que não, pode ser que sim. A questão é que foi real e deve ter tirado um peso do peito de muitos por aí.

A gente aprende demais lendo sobre amor. Eu nunca botei muita fé nisso, mas agora eu não penso exatamente assim. Obrigada, Mica Rocha.

Felicidade Crônica – Martha Medeiros

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Esse livro me salvou diversas manhãs ao longo de fevereiro. A Medeiros é uma das minhas escritoras brasileiras preferidas, então é um pouco difícil não sair tecendo elogios para ela; sendo assim, peço perdão desde já.

‘Felicidade Crônica’ é um apanhado de crônicas escritas pela gaúcha ao longo da sua carreira para sites como o Zero Hora e Globo. Em menos de 1 folha, ela consegue fazer o seu dia melhorar, sua cabeça esfriar, os problemas ficarem menos pesados, as pessoas mais interessantes…eu diria que Martha tem o poder da mágica literária.

O foco dessa obra são textos sobre a vida, amor próprio, família e viagens. Mas já aproveito a oportunidade pra recomendar alguns dos meus livros preferidos: ‘Coisas da Vida’, ‘A Graça da Coisa’ e ‘Feliz por Nada’.

Se divirtam! 🙂

O Sorriso da Hiena – Gustavo Ávila

Tenho leitores fãs do Raphael Montes? Caso sim, essa estreia do Ávila é a sua próxima leitura! Assim como Montes, o Gustavo nos apresenta uma bela narrativa dentro de um dos assuntos que eu e muitos têm grande interesse: psicopatas.

Publicitário de sucesso e agora escritor (de ainda mais sucesso), ele cria personagens carismáticos que deixam a história tão empolgante que tudo o que você quer é chegar no último ponto final.

O livro faz você refletir um pouco sobre até que ponto um trauma na infância de alguém torna a pessoa um ser ruim, ou pior, um sociopata, psicopata e afins.

Amar ou Depender? –  Walter Riso

Dependência afetiva é um assunto novo pra mim, mas não deveria ser. Nem pra mim, nem pra você, nem pra ninguém. As pessoas andam cultivando uma carência inesgotável, nos sentimos sozinhos a maior parte do tempo, precisando de alguém e prontos para relacionamentos (estes que nunca aparecem ou dão certo).

Este livro do Riso explica muito sobre esse sentimento de angústia que nasce na gente e como acabamos nos prendendo a isso. São pequenos detalhes, hábitos e pensamentos que juntos criam um emaranhado de problemas psicológicos, emocionais e pessoais.

Sabe aquele livro de cabeceira? Provavelmente você tem um. A minha dica é investir em ‘Amar ou Depender?’ como companhia para ele ❤


Séries devoráveis

Merlí

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A ‘Malhação’ da Globo que faltava na minha vida. A série ‘Merlí’ retrata a vida de uma turma de adolescentes que estão no Ensino Médio e dentre os seus professores está Merlí, um cara nada tradicional que tem o seu próprio jeito de ensinar Filosofia e está sempre questionando seus alunos sobre tudo. Parece um seriado besta? Parece e é. Mas isso não tira nenhum ponto da série.

Além de aprender sobre vários filósofos, os dramas cotidianos dos personagens não são tão diferentes dos vividos por nós, meros mortais, sabe? Por mais cínico – e às vezes irritante – que Merlí seja, o professor tem bons conselhos no melhor estilo ‘tapa na cara’ que servem bem pra vida real.

Eu amo seriados teen bobinhos e pouco complexos, e existem momentos que aprendo mais com eles do que com essas produções de fritar o cérebro. As três temporadas estão disponíveis na Netflix!


Artistas inspiradores

Rafael Silveira

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A FIESP está recebendo a exposição ‘Circonjecturas’ do Rafael Silveira até o dia 6 de maio e é impossível não recomendar essa mostra. As obras e instalações do curitibano descrevem a arte e suas facetas de um jeito divertido e deslumbrante. Sabe aquelas exposições que você visita e dá vontade de levar todos os quadros pra casa de tão bonitos que são? Bom, eu pagaria uns belos trocados para ter um dos painéis do Rafael em casa.

O passeio é ainda mais apaixonantes para os fãs do surrealismo e da botânica! De verdade, levem a sério essa sugestão que vai valer o seu tempo. A entrada é grátis.

Horários: terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h

Sarah Bahbah

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Foto: Reprodução/Instagram @sarahbahbah

O trabalho da Sarah Bahbah fala demais sobre a arte contemporânea e acho que foi por isso que me apeguei tanto ao Instagram dela. Eu gosto demais de legendas, principalmente de tirar print das minhas preferidas de filmes e seriados; ou seja, me ver de cara com uma artista que junta belas fotos com legendas autênticas só poderia ser amor à primeira vista.

Seja de um jeito profundo ou leve, Bahbah não inibe seus pensamentos, muito menos as emoções na hora de criar.


Play my list

Na maioria das vezes, eu acho que músicas falam por si só. Então eu só vou deixar essa playlist com algumas descobertas que fiz ultimamente e outras canções que amo pra vocês aproveitarem uma, duas, três vezes (…)

Até a próxima ❤

Créditos da Imagem em destaque: Pinterest

Murro em Ponta de Faca

Textos sobre murros em ponta de faca são delicados. Na maioria das vezes, nós não queremos falar sobre os esforços que fizemos na vida e não foram recompensados – sabe aquela situação que você se desdobrou, e mesmo assim, parece que foi nula, só te sugou e nada devolveu? Murros em ponta de faca são quase isso.

Eu parei pra pensar muito nesse assunto por uns dias. Sobre a expectativa que criamos em cima dos momentos, pessoas, dinheiro (por que não?), e por aí vai…

É claro que um mundo sem possibilidades não é tão legal, só que a gente precisa começar a pensar, racionalmente, até qual parte é possível esperar algo e quando é melhor só deixar pra lá.

O ser humano se apega muito nas coisas, ainda mais se essas coisas envolverem pessoas. Meu tipo preferido de ‘murro em ponta de faca’ – porque existem vários! – são elas, as pessoas. Eu amo insistir, inclusive em quem nem merece o esforço.

E vocês? Quantas vezes já se desdobraram por alguém romantizado na sua própria cabeça? Porque sim, a gente adora romantizar as pessoas e achar que elas estão tão empolgadas, interessadas, inspiradas quanto nós. E isso é o clássico, em níveis maiores, tem até quem crie qualidades nos outros que não existem.

São em situações como essas, quando a expectativa começa a ficar bem gigante, que acabamos entrando em um looping infinito de murros em ponta de faca. Não queremos largar o osso, não queremos simplesmente desistir do esforço que foi preciso até determinado ponto. A voz dentro de você sussura, “ei, calma, investe mais um pouquinho, não está tão ruim quanto parece” – mas está viu? É que você não enxerga.

Eu sei que o medo é o maior anulador de desistências do mundo. E também entendo que não é fácil, que requer vontade sair de uma situação confortável – que, na maioria das vezes, nem é sabia? A gente que tenta aceitar o fato que o desconhecido pode ser pior…ou como falei acima, o nosso orgulho não deixa a gente largar o osso.

Mas ei, nunca é tarde pra tentar, ok? 🙂 Leva isso no seu coração – e repita dezenas, milhares de vezes até seu cérebro captar a mensagem. Desapegar é tendência, e olha, você pode fazer isso com os sacrifícios! Juro! Desapego de sacrifícios, ótimo.

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E se perdoa. Não tem problema lembrar de todos os murros em ponta de faca. E pensar nas vezes que o corte realmente entrou e fez sangrar. Tudo bem olhar pra cicatriz. Só não está tudo bem não aprender nada com isso.

Como eu falei, não é uma atitude rotineira, muito menos pequena, o ato de ‘deixar pra lá’. Mas em contrapartida, é bem simples juntar um esforcinho e tentar. Então vamos lá.

Se você precisa de um empurrãozinho, saiba que existem mais de 6 bilhões de pessoas no mundo e que várias, váááárias mesmo, estão criando o hábito de desapegar – principalmente de outras pessoas, aquelas que não valem o murro na ponta de faca que eu mencionei.

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A vida está cheia de possibilidades e você foi criada (o) pra experimentar tudo o que você quiser! E eu vou te deixar bem empolgada (o) com isso. Ao invés de se esforçar com os outros (quem não merece, claro – mas cuidado pra não se sabotar e achar que merecem (alô amigos que falam a verdade! um help aqui, por favor)), vem se curtir um pouco, bem assim:

Vá ao cinema. Vá aos museus. Crie um hobby novo. Converse com pessoas incríveis – seus amigos do peito, sabe?. Mude algo em você. Leia livros inspiradores. Tome um banho de chuva – lava muito a alma, recomendo. Procure por grupos no Facebook que vão te acrescentar algo –  sobre feminismo, moda, livros, cinema, etc. Crie o hábito de ver as suas qualidades – quando a gente entende como é importante se amar, fica mais fácil desapegar dos outros. Conheça pessoas novas – sim, sim sim!. Vá explorar a sua cidade. Respire fundo muitas vezes e pare, apenas pare, e aprecie o fato de você estar viva (o) e ter um corpo perfeito, a oportunidade de estudar e por aí vai. Tire proveito de todos os seus sentimentos e tente entender porque eles estão aí – não fique se privando de dor, aflições e emoções que a sociedade te ensinou que não são boas, elas são e merecem serem sentidas na medida certa (tudo em exagero faz mal). Mude, mudar é incrível – se algum dia alguém te tabelou como sendo uma pessoa que não gosta disso, disso e disso…essa opinião não vale de nada, seja quem você quer ser e aprenda a gostar de coisas novas, experimente outra vez o que há alguns anos não te interessava, pode ser que agora o sentimento seja outro! Retire, bem devagar, todos os pesos que têm aí dentro, não faz bem – você é humano poxa! ninguém é perfeito e isso é normal. Aceite seus erros, seja o tipo de pessoa que enxerga eles e não foge – isso diz muito sobre o seu caráter e vai te fazer ser alguém sensacional, tá? E por fim: arrisque, o desconhecido pode te trazer os melhores momentos da sua vida.

Eu fiz parecer que murros em ponta de faca são algo ruim? Foi mal! Eles são necessários pra você aprender um pouco sobre si mesma (o). E acredite, vai chegar um dia em que objetos pontiagudos só trarão memórias e não serão mais um hábito.

Fiquem bem ❤

On the road: Buenos Aires [Parte 1]

Novembro foi um mês especial, pois tive a oportunidade de fazer minha primeira viagem internacional! Escolhi a Argentina por ser bem pertinho do Brasil (pode me julgar) e um destino que muitos amigos já visitaram e adoraram.

É até um pouco difícil fazer esse post sem contar vantagem para os hermanos, isso porque me deslumbrei demais com Buenos Aires. Do começo ao fim, foi amor à primeira vista.

Se você está pensando em visitar a cidade, eu contei um pouco sobre a minha experiência por lá – mas pretendo fazer outro sobre lugares para comer, já que este é centrado em pontos turísticos.

Vem descobrir um pouco sobre a Argentina comigo! Mas já pensando em visitá-la quando surgir a oportunidade porque é memorável.

Planetário

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O Planetário é um ponto turístico que merece destaque na região dos bosques de Palermo. Reformado em 2011, o espaço é bem moderno tanto por fora como por dentro, e uma experiência incrível para quem gosta de assuntos relacionados ao universo. Eu me surpreendi bastante com os projetos em realidade aumentada, sem contar que ainda tem telas interativas e um robô super engraçadinho que fala com os visitantes! Provavelmente você vai passar pela região, então reserve um tempinho para ir lá 🙂

Preço: 50 pesos (museu)
Se informe aqui sobre os horários para visitar o museu 

 

El Rosedal

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Visitar o Rosedal foi deslumbrante! É difícil expressar a beleza das mais de 10 mil roseiras que ocupam o lugar. Pra quem gosta de passeios em meio à natureza, não tem como não conhecer esse jardim. Ali acontecem vários ensaios fotográficos – e era de se esperar, até eu fiquei querendo, rs. É bem gostosinho passar a tarde por lá e ainda tem um lago com pedalinhos pra quem quiser dar uma voltinha entre os patos.

Durante o verão (22 de setembro a 21 de abril), das 8h às 19h / Durante o inverno (22 de abril a 21 de setembro), das 8h às 18h

 

Cemitério Recoleta

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Eu poderia resumir o cemitério em: um mix de picadas de pernilongo e uma arquitetura de impressionar. De verdade, tem bastante inseto, é bom levar um repelente (mas pode ser que tenha sido apenas a época/dia que fui). O lugar é um berço de história, várias pessoas importantes estão ali, entre elas, a maravilhosa Eva Perón, política e ex-primeira dama que até hoje é uma das mais queridas e idolatradas pelos argentinos (e com toda a razão).

Tente se informar sobre as visitas guiadas, eu meio que me virei lá e acabei não conhecendo tudo, se alguém estivesse comigo explicando seria BEM mais interessante.

Uma dica: Dá para visitar o Planetário, o Rosedal e o cemitério no mesmo dia, todos estão bem próximos! Só começar o passeio bem cedo 🙂

Todos os dias, das 8h às 18h

 

Museu Nacional de Belas Artes

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Não tem como deixar de conhecer o Museo Nacional de Bellas Artes. São cerca de 116 anos de história abrigadas no edifício que está sempre recebendo mostras incríveis. No dia em que visitei estavam expostas as obras de Rodin e Miró, além de um acervo gigantesco da casa que conta a história argentina. Vários objetos antigos estão expostos, mas confesso que esta parte não achei tão ‘UAU’, heheh.

A visita é gratuita!

Terça a domingo, das 10h às 20h

Livraria El Ateneo Grand Splendid

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Este é um dos momentos em que eu me seguro pra não ‘babar ovo’ demais em cima dessa livraria. Mas é meio impossível, sabe? Este foi, de longe, um dos lugares mais bonitos que já vi na vida. Talvez seja porque sou obcecada por literatura, mas eu duvido que qualquer um não iria entrar ali e ficar boquiaberto.

A El Ateneo Grand Splendid nasceu de um teatro construído em 1919 e permanece até hoje com toda a beleza do espaço. São vários andares lotados com estantes de livros e ainda tem um café no térreo para sentar, tomar algo e apreciar a arquitetura da Ateneo.

Só para ter uma ideia, a livraria já foi eleita pelo ‘The Guardian’ como uma das mais bonitas do mundo. Durante a minha visita não comprei nada, só fui para conhecer mesmo e acabei tomando um frappuccino (horrível) no café, mas tudo bem sabe? Valeu pelo momento.

Dica: a região é bem legal para passear, tem várias lojas, alguns parques e edifícios bonitos!

Segunda a quinta, das 9h às 22h; sexta e sábado, das 9h à 0h; domingos, das 12 às 22h

 

Passeio de barco por Tigre

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Visitar a cidade de Tigre e passear de barco é obrigatório, viu? Não falo só por ser ponto turístico famoso na Argentina, mas porque é maravilhoso do começo ao fim. Para chegar lá é preciso pegar um trem com uma viagem que dura cerca de 40 minutos a 1 hora, mas até que passa rápido já que você vai observando a paisagem.

Chegando na cidade, você precisa procurar pelas companhias de barco (só perguntar para alguém da estação) e comprar um ticket. Paguei 100 pesos e foi bem ok o passeio, você espera seu horário em determinado lugar e depois só curtir a viagem pelos 6 rios da região.

Pode parecer um pouco tediante, mas não é nem um pouco. Ao longo do trajeto você vai se deparando com as casinhas construídas por lá, e sério, é uma mais gracinha que a outra. A vontade é de morar em qualquer uma só pra ter um pouco da tranquilidade que os moradores devem ter, sem contar que deve ser uma delícia acordar em meio à natureza.

E se você está se perguntando como eles fazem para dar um pulinho no mercado ou coisa do tipo, saiba que em determinados horários um ‘navio-mercado’ passa por lá e reabastece as casas. AMEI!

O melhor horário para ir é durante a manhã/tarde

 

Casa Rosada

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Se tem uma visita guiada que você precisa fazer é a da Casa Rosada. O agendamento é bem simples e eficaz, dá para se programar alguns dias antes e já garantir sua vaga. O tour dura cerca de uma hora e explica bastante sobre a história política dos hermanos. O trajeto passa pelas salas presidenciais, jardim da casa e demais aposentos. E bom, se a arquitetura da cidade já é um show à parte, imagine estar dentro de um dos edifícios mais importantes da capital.

As visitas guiadas podem ser agendadas gratuitamente por aqui 

 

Caminito

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As casinhas coloridas e graciosas do Caminito são tão divertidas que é impossível não ficar feliz passeando por elas. O local é ideal para comprar lembrancinhas, principalmente sacos de alfajores e miniaturas dos pontos turísticos! Almocei em um restaurante por ali, mas não recomendo, são meio caros e nada de mais, resumindo, dá para comer em outros lugares caso você não esteja com muita grana.

O estádio La Bombonera fica a poucos quarteirões de lá, então aproveite a viagem. O tour guiado para ver o museu e entrar no campo custa 270 pesos e acabei não fazendo. Pra quem gosta de futebol, com certeza vale o investimento!

É bom tomar cuidado por lá. Eu não tive nenhum problema, mas o ideal é ficar esperto com os bolsos e carteiras. O clássico: é melhor prevenir do que remediar.

O melhor horário para ir é durante a tarde

 

Galeria Pacifico

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Não se engane pelo nome, galeria na Argentina é shopping! Claro que quando visitamos lugares novos, a gente tenta fugir de passeios padrões, mas vale a pena visitar a Pacífico por ser uma construção muito bela e bem acessível – o edifício fica pertinho da Florida, rua conhecida por suas milhares de lojas (e que sério, você VAI querer explorar o lugar).

Mas assim, de acessível mesmo só a localização. O preço ali não é dos mais baratos, muito pelo contrário, grandes marcas argentinas estão espalhadas pela galeria. Bom, tem um Starbucks e o preço é ok, pode ser? Hahahahahah.

Já aproveitando a viagem, como citei acima, dê uma volta pela Florida! Eu recomendo as lojinhas de ‘bugigangas’ Todo Moda e Isadora, minhas preferidas ❤

Domingo e segunda, das 10h às 21h; terça a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h30

 

Feira de San Telmo

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O clássico banquinho de Mafalda e sua turma pode ser encontrado em uma das ruas de San Telmo! A dica é deixar para conhecer a estátua no domingo, dia em que rola uma feirinha de artesanato na região.

Assim como o Caminito, você vai ter uma bela oportunidade de comprar lembrancinhas variadas e conhecer o trabalho de alguns artistas independentes. Me surpreendi bastante com várias coisas, principalmente com os vasinhos incríveis de uma argentina que não me lembro o nome 😥

Todo domingo, das 10h às 17h

Teatro Colón

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O Colón é uma das casas de óperas mais importantes da Argentina, e falando acusticamente, está entre os melhores do mundo. A visita por todas as dependências do edifício, incluindo a sala principal, custa 300 pesos e conta com a presença de um guia. O passeio é bem completo e os olhos chegam a brilhar a cada novo espaço que você entra. Os lustres, as pinturas, paredes e itens históricos são pura arte e chega a ser difícil acreditar que um lugar tão belo existe. Melhor do que conhecer o teatro seria poder ver de perto uma apresentação no salão!

As visitas guiadas acontecem diariamente, das 9h às 17h e você pode escolher entre as turmas de espanhol e inglês. Não tive nenhum problema em entender espanhol, o guia não fala tão rápido quanto os nativos e o vocabulário é tranquilo 🙂

Dicas gerais:

Para não fazer um post somente sobre dicas (não achei que fosse válido), vou reunir algumas informações importantes para quem está indo pela primeira vez a Buenos Aires, ok?

Câmbio: eu segui a dica de uma amiga e troquei meus reais no Mais Brazuca, um câmbio na Florida que tem uma cotação ótima e é de confiança. Para quem quiser, o endereço é:  Florida 656.

Passaporte/RG: talvez você não esteja ciente disso e é muito IMPORTANTE, você não vai conseguir entrar na Argentina com um RG pouco conservado ou que tenha sido emitido há mais de 10 anos. Fique atento!

Metrô/Ônibus: dá para fazer praticamente todos os passeios da cidade usando o cartão Sube. Ele pode ser adquirido em qualquer ‘kiosco’, que são as lojinhas de conveniência de lá, ou dentro do metrô. O preço é de 25 pesos se não me engano. De verdade, invista nisso e poupe uma boa grana com táxi/Uber.

Taxa em restaurantes: não se espante ao pedir a conta e ver que há um ‘valor a mais’ no final. A taxa de ‘cubierto’ não é os 10% dos garçons, mas muitos lugares cobram por ela, e pasme, é como se fosse uma propina. Se quiser dar uma gorjeta para os atendentes, é preciso abrir mão de mais pesos porque o ‘cubierto’ não tem nada a ver com isso.

Uma dica é verificar antes de consumir no local se há esta taxa ou não, e se existe, quanto será cobrado.

Portunhol: algumas palavras são realmente difíceis de traduzir, como ingredientes em restaurantes, adjetivos e produtos. Tente baixar o clássico tradutor no seu celular para não passar muito perrengue, no geral, dá para se virar com o famoso ‘portunhol’.

Internet: há vários pontos de wi-fi gratuito espalhados por Buenos Aires, então você não precisa comprar um chip para usar por lá. Eu fiz o download da região pelo Google Maps e conseguir me virar sem internet durante os passeios. É bem simples, aqui tem um tutorial de como baixar.

Bom, é isso! Espero que tenham gostado e logo menos volto com um post das delícias que comi por lá – optei por uma matéria inteira sobre gastronomia porque assim…COMI DEMAIS, rs. 

Até breve! ❤

 

Crédito: Reprodução/Faceebook - MD Frame 

Baladas e festas que eu altamente recomendo porque são incríveis

Já fui muito de frequentar qualquer rolê pelo simples fato de querer sair de casa. Hoje em dia, minha fase é outra, seleciono bem pra onde estou indo porque não é qualquer lugar que anda me agradando, seja pela música, preço, estrutura…é isso, tô meio fresca sim e não nego. Mas sem desprezo pelas festas no geral, viu? É só que ando mais caseira e me tirar da cama/quarto anda complicado.

Mas ainda que eu seja uma “idosa presa em um corpinho de 24”, alguns eventos me fazem sim sair de casa – e são eles que eu vou recomendar hoje. E pode ter certeza, vai dar bom! Pode confiar.

Quer “rolezar” com estilo? Então segue minha lista de festas e lugares que eu sempre volto porque são SHOW:

Caverna

Crédito: Reprodução/Faceebook - MD Frame Crédito: Reprodução/Facebook – MD Frame

Pouco do mainstream e muitas daquelas músicas indie rock que você sempre se pergunta: “por que elas não tocam na balada?”. Essa é a Caverna. A festa acontece esporadicamente na Casa da Luz, na região do centro de SP, e o ambiente é tão gostoso e amigo, que depois de ir uma vez, você vai querer voltar. O que mais me atrai, além do som, é que os preços do bar são ótimos. Já deu de pagar um absurdo em uma long neck, não é? 🙂

Veja a página deles aqui

 

Drop’s Cool Fresh Party

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Crédito: Reprodução/Facebook – I Hate Flash

Eu ando meio de saco cheio das festas no geral, mas eu gosto muito da Lions, balada que fica no centro – pena que os preços do bar são de cair o ** da bunda, hahaha. A Drop’s, que costuma acontecer lá, é uma das festas mais legais da casa! O som é mais puxado para o eletrônico, mas toca funk também. O melhor é quando abrem as duas pistas da casa!

Veja a página deles aqui

 

My Party Again

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Crédito: Reprodução/Facebook – MD Frame

A My Party Again é uma das festas mais divertidas da vida! A label costuma criar edições temáticas, já aconteceu um especial anos 90, à fantasia e por aí vai. Os DJs comandam o som com muitos remixes, produções próprias e aqueles hits viciantes. O preço é sempre justo, a entrada costuma ser fixa, mas com direito a consumação. Valido, certo?

Veja a página deles aqui 

 

Free Beats

freebeats.jpg
Crédito: Reprodução/Facebook Free Beats – Flash It

A Free Beats trabalha com entrada gratuita ou SUPER barata, coisa que amamos, né? A festa costuma tocar um eletrônico mais alternativo, com estilos de R&B, algumas brasilidades remixadas…mas vá preparada(o) pra ouvir sons inusitados! Mente aberta é o melhor jeito de curtir a festa. O coletivo tem como objetivo ocupar lugares público, outro ponto que eu acho extremamente interessante 🙂

Veja a página deles aqui

TEX

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Crédito: Reprodução/Facebook TEX – F\king

A TEX é um dos meus lugares preferidos na Augusta. Eu gosto do espaço exatamente por não ser apenas uma pista e sim uma junção de muitos ambientes. Durante a noite dá pra curtir um som, comer algo, cantar no karaokê, jogar uma sinuca…As festas vão de música pop a rock, indie, anos 90, mas não espere ouvir funk ali, viu?

Veja a página deles aqui  

E já deixo aqui meu pedido de: me recomendem lugares e festas legais, AMO! 🙂

Now and then

Break the news, you’re walking out
To be a good man for someone else
Sorry I was never good like you
Stood on my chest and kept me down
Hated hearing my name on the lips of a crowd
Did my best to exist just for you
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Now she’s gonna play and sing and lock you in her heart
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe
I still feel you, now and then
Slow like pseudo-ephedrine
When you see me, will you say I’ve changed?
I ride the subway, read the signs
I let the seasons change my mind
I love it here since I’ve stopped needing you
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Now she’s gonna play and sing and lock you in her heart
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe
Lorde.

I used to love us a lot

É muito difícil pensar que em algumas semanas, alguns meses, eu vou esquecer tudo – espero. Vou esquecer tudo que foi, tudo que era pra ser…vai ser apenas mais uma memória perdida nos buracos dos meus pensamentos.

Mas tudo fica mais fácil quando só um sente e se importa. A gente se obriga a reagir e simplesmente aceitar que não era pra ser. Tudo teria sido em vão?

Eu não vou fazer papel de vítima. Eu só vou fazer o papel de mais uma na lista de todas as outras.

O amor é assim, a gente não sabe de nada, muito menos da pessoa que amamos.