Now and then

Break the news, you’re walking out
To be a good man for someone else
Sorry I was never good like you
Stood on my chest and kept me down
Hated hearing my name on the lips of a crowd
Did my best to exist just for you
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Now she’s gonna play and sing and lock you in her heart
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe
I still feel you, now and then
Slow like pseudo-ephedrine
When you see me, will you say I’ve changed?
I ride the subway, read the signs
I let the seasons change my mind
I love it here since I’ve stopped needing you
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
Now she’s gonna play and sing and lock you in her heart
Bet you rue the day you kissed a writer in the dark
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe
I am my mother’s child, I’ll love you ‘til my breathing stops
I’ll love you ‘til you call the cops on me
But in our darkest hours, I stumbled on a secret power
I’ll find a way to be without you, babe

I used to love us a lot

É muito difícil pensar que em algumas semanas, alguns meses, eu vou esquecer tudo – espero. Vou esquecer tudo que foi, tudo que era pra ser…vai ser apenas mais uma memória perdida nos buracos dos meus pensamentos.

Mas tudo fica mais fácil quando só um sente e se importa. A gente se obriga a reagir e simplesmente aceitar que não era pra ser. Tudo teria sido em vão?

Eu não vou fazer papel de vítima. Eu só vou fazer o papel de mais uma na lista de todas as outras.

O amor é assim, a gente não sabe de nada, muito menos da pessoa que amamos.

Sold mates

Reza a lenda que quando a gente está prestes a morrer a nossa vida inteira passa diante dos nossos olhos. Eu acredito muito nisso, mas eu também creio que esse tipo de momento acontece de outras formas também.

Mas eu vivi.

Em cada momento que eu vi seu sorriso torto se abrir pra mim, depois de uma piada, uma cantada suja, um pequeno gesto de amor porque eu sou muito mais do que palavras, eu sou aqueles pequenos relapsos de memórias que nos lembram dias felizes, que não tem som, só gestos, mas muitos significados.

Perdi os ar muitas vezes por tentar sugar seu cheiro pra dentro de mim, que mescla um aroma desconhecido, que desde o primeiro momento me confortou, com um doce amadeirado. Melhor que qualquer perfume que meu olfato ousou sentir.

Quantos dias não acordei já sonhando com as inúmeras possibilidades que a vida ia trazer. De quantos lugares eu ia marcar com você. Dos filmes, músicas, comidas, bebidas e sentimentos que a gente ia conhecer, juntos.

E parei de contar as noites que não dormi, e não de angústia, mas de alegria e pelo cérebro querer rever tudo que eu tinha vivido até ali. Tantas primeiras vezes que fazem as clássicas se perderem nos meus 23 anos de história.

Por anos achei que nunca iria encontrar um olhar que eu nunca enjoaria, um silêncio que não fosse pesado, um abraço que me coubesse tão bem. Um alguém que eu nunca iria cansar de deslizar os dedos por todos os caminhos de pele que conheci e reconheci, mas nunca, sequer uma vez, perdendo a ansiedade de fazê-lo de novo.

Mas dizem que o melhor dos venenos é o que tem o gosto mais doce. A gente toma e morre com prazer. Quantos antídotos eu não inventaria só pra que tudo acontecesse de novo?

Não é de hoje que eu vivi por você e me adaptei ao máximo por você. De todas as maneiras e jeitos que foram possíveis. Eu nunca vi seus defeitos acima das suas qualidades.

Só que hoje eu percebi que eu sou pouco. Muito pra mim, mas nada pra você. Mas tanto fui pra você que hoje nada sobrou pra mim.

s a b e u s o u b e a g o r a n a d a s e i

de nada sei, o que me restou foi o maior dos ecos que já escutei na vida

me perdi nas linguagens, esqueci das regras

agora                                    de nada sei

esse texto poderia ser mais um clássico dos tantos que já escrevi

onde

leio e releio

pra saber se tudo está perfeito

mas esse texto não é sobre perfeccionismo, não é sobre a minha vontade de estar dentro do todo, de fazer parte de algo

b i z a r r o, tantos querendo ser diferente, e eu querendo ser um pouco igual, um-pouco

esse texto é sobre não estar nas regras, é sobre expressar o que tenho dentro de mim

oãsufnoc, o osca, sufoco

Talvez você não vá entender nada disso, essa linhas, emaranhadas e que não chegam nem perto de ser algo decente, mas

o que eu sou, agora, está aqui

é isso tudo, é o ESTRANHO

É O antônimo daquilo que mais tento alcançar na vida,

o controle

de tudo,

de nada sei, tanto soube que agora só clamo pela desconstrução,

me desconstrua, p o r f a v o r

caose

Singular

É muito complicado aprender a ser singular, se sentir bem com a própria companhia, ser o suficiente pra si mesmo, sabe? Então essa é a minha meta pra 2017, me amar e aproveitar cada segundo que passo sozinha, não só, mas comigo.

self2

Não me lembro quando foi que tudo começou, quando foi que comecei a sentir essa necessidade de sempre estar acompanhada ou pior, de não conseguir me suportar. Sim, eu não gosto da minha própria companhia e às vezes acho que tudo isso vem de algo dentro de mim, inseguranças, falta de auto conhecimento, muita dedicação aos outros e pouca em relação a mim…é, deve ser tudo isso.

Você já sentiu que não é o suficiente para si mesmo? Que falta algo quando não tem ninguém por perto? Mesmo as pessoas falando diariamente que nossa própria companhia precisa ser a mais aproveitada? Pois é, a luta é imensa.

Mas o foco esse ano é em mim e o objetivo começa a se formar agora, quatro meses depois de 2017 dar as caras. Mas nunca é tarde. É preciso resolver os impasses que tenho comigo e aprender a praticar o auto amor. Não é egoísmo, é só o básico pra ter uma vida mais feliz.

É muito bom quando a gente entende que não tem como outra pessoa fazer a gente feliz antes de nós mesmos.

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22:22

Eu vivi e revivi o sentimento de descontrole quando tive minha primeira desilusão amorosa. Foram dias planejando os piores dias da minha vida e vivendo eles.

sub

Dizem que sofrer por amor é algo que não faz nem cócegas perto das reais dificuldades da vida, mas pra quem sente demais, o amor pode te tirar tudo.

O amor vai te deixar desamparado tanto quanto alguém que perdeu toda a família. Você não vai mais sentir o chão. Não vai mais ter pra quem recorrer e vai ter que viver tudo sozinho, porque o sentimento é seu. Essa barra é sua.

Ele vai te desorientar e acabar com o seu lado racional, é uma droga. Droga das boas. A gente sempre quer mais. Nunca é o suficiente. E é nessas de querer sempre mais que uma hora essa droga não é mais o suficiente, o efeito se perde em meio aos efeitos colaterais.

Perder uma fortuna não é nada perto de perder um grande amor. Talvez o dinheiro seja mais fácil de recuperar. Você sabe onde se perderam os reais…mas alguém que você jurou fazer uma vida junto? É mais difícil saber onde foi que o amor se perdeu. É menos doloroso calcular as despesas do que descobrir o momento onde tudo mudou.

A dor de uma doença às vezes é tudo que a gente queria pra substituir a ansiedade de não saber mais pra onde olhar, não saber por onde começar a colocar pontos em i’s que agora são singular, não mais plural.

Existem momentos na vida onde a gente é obrigado a demonstrar toda a nossa fragilidade humana. E não é porque a gente quer, é porque o amor retira todas as nossas forças pra manter o rumo. Dizem que o amor é um dos melhores sentimentos do mundo.

Já fazem anos. Hoje dói como se fosse minha primeira desilusão. A gente acha que passa, mas nunca passa. A dor é a mesma, o desespero é o mesmo. Passa. Tudo passa. Mas eu posso jurar que dessa vez não vai passar.

sub2

And when you’re sorry,
I said I’m sorry to, I’m sorry to let you down.

Sobre carne de gaivota

carne-de-gaivota

Ok, você deve estar se perguntando: que tipo de título é esse? Bom amigos, sinto muito dizer, mas o que eu queria provavelmente você fez, que foi clicar no link pra ler o que significava essa frase (mas levando em conta no tanto de cliques “você não vai imaginar o que aconteceu com essa fulana” e “detalhe chamou a atenção na foto de Neymar” que vocês clicam, essa vai valer muito a pena, heheh). ❤

Há algum tempo atrás eu estava totalmente desmotivada de ler livros novos, isso porque dos diversos que encontrei, nenhum mexeu com os meus extremos – coisa que eu acho OBRIGATÓRIO em qualquer livro. Digo assim no sentido de: uma obra que te faça perder o sono, perder a fome, perder a hora e por que não perder a cabeça? Pois é. Livro bom pra mim me faz sentir muitas coisas, despertar novos sentimentos e perspectivas para minha vida.

Hoje, por exemplo, vim falar de Raphael Montes, o melhor escritor nacional da atualidade na minha opinião, que tive o prazer de conhecer ano passado. Queria eu ter a mente brilhante que esse autor tem. Montes, ao meu ver, carrega de tudo um pouco, eu vejo nele Bukowski, Stephen King e Poe, só coisa boa.

O primeiro livro que li dele foi “Dias Perfeitos”, ótimo, me fez pensar muito em até onde a obsessão pode levar o ser humano. Quando é que perdemos a racionalidade quando o assunto são sentimentos? Enfim. Gostei bastante.

Mas aqui o assunto é o último trabalho de Raphael, “Jantar Secreto”, que de longe é o melhor livro que já li de autores nacionais. Farei um breve resumo e espero que ele seja o suficiente pra vocês mergulharem nessa leitura impecável.

Carne de boi. Carne de frango. Carne de sapo. Carne de gaivota. Carne humana. Até onde você deixaria seu paladar chegar? Muita gente para na segunda opção, outros na terceira…alguém chegou na quarta? Quinta???

“Jantar Secreto” é sobre um grupo de amigos que começa a investir em jantares onde a comida principal é feita de carne humana. Isso mesmo. E daí você deve exclamar: ISSO É UM ABSURDO. Ok, é. Mas por que comer animais é aceitável?

O livro, além de ser muito bem formulado, ter uma história chamativa e personagens extramente bem caracterizados, te faz refletir sobre por que determinadas atitudes são consideradas normais e outras totalmente fora da curva, inaceitáveis.

Eu confesso. Em muitos momentos durante a leitura me peguei pensando qual a razão de considerarmos errado comer carne de humanos – já que a de outros seres vivos é rotina, complemento do arroz com feijão. Vocês entendem? Vocês percebem a que ponto o livro faz você chegar?

Bom, leiam esse livro. Desafio vocês a demorarem mais de cinco dias pra engolir as páginas de “Jantar Secreto”. Obrigada Raphael Montes por essa obra que me rendeu muitas coisas atrasadas, horas de sono que perdidas e olheiras novas para saber logo o desfecho da Equipe Carne de Gaivota. Tudo isso é pouco pra alegria que senti ao perceber que livros mirabolantes ainda existem.

Pra vocês ficarem ainda mais na fúria, vai aqui algumas partes FODAS do livro:

jantar1

jantar2

jantar3

jantar4

Obs: Indico também “Dias Perfeitos”. Agora estou lendo “Suicidas” e depois pretendo ler “O Vilarejo”.